Interpretação


 

 

 

 A lista de eventos nos quais temos vindo a intervir na área da Interpretação é extensa. Ajudamos a organizar o seu evento a nível de comunicação, para que a mensagem oral que se pretende passar não seja truncada ou adulterada e seja transmitida com sucesso a uma audiência multilingue.
Os profissionais que colaboram connosco têm formação superior nesta área específica e contam com um vasto currículo a este nível, tendo já participado em conferências e outros eventos cujos temas abrangidos foram inúmeros, dentre os quais:

 

 
 
 
 
 
 

- Programas da União Europeia

 

- Educação

 

- Medicina

 

- Economia

 

- Ambiente

 

- Ramo automóvel

 

- Têxteis

 

- Marketing

 

- Agricultura

 

- Direito

 

- Toxicodependência

 

- Arte

 

- Engenharia

 

- Problemas sociais

 

- Religião

 
 
 
 
 
 

 

Tipos de Interpretação:

Acompanhamento de reuniões e/ou visitas de negócios.
Conferência Simultânea: consiste em interpretar o discurso de um orador, ao mesmo tempo que é proferido, a partir de uma cabina  devidamente equipada. A audiência tem acesso à Interpretação através de auriculares.
Conferência Murmurada: quando destinada a apenas um ouvinte, sendo que o intérprete fica junto dele, sem equipamento adicional.
Conferência Consecutiva: o intérprete intercala o discurso do orador; ver mais informações abaixo.
Comunitária: serviços públicos.

Em todos os tipos, é necessário grande exercitação de memória, capacidade de concentração e análise imediata de mensagens orais, características que definem os nossos Intérpretes.

 

Excerto da Definição das Profissões de Tradutor e Intérprete publicada pela DGERT – Direcção Geral do Emprego e das Relações do Trabalho:

"Profissões: Guia de Caracterização Profissional: TRADUTOR E INTÉRPRETE"
"Natureza do trabalho

Os tradutores e os intérpretes são os profissionais responsáveis pela transposição de textos ou discursos de uma língua para outra, permitindo que pessoas que escrevem e falam em línguas diferentes possam comunicar entre si. Apesar da maioria das pessoas julgar que ambos traduzem, na realidade não é isso que acontece: em regra, enquanto o tradutor traduz textos escritos, o intérprete interpreta discursos orais. Embora uma mesma pessoa possa exercer as duas profissões, as actividades são diferentes, com formação distinta, tendo por base diferentes conhecimentos e técnicas, e diferentes características/capacidades pessoais.

Os tradutores são os profissionais que traduzem textos de revistas, livros e documentos de diferentes géneros, sejam estes de natureza literária, técnica ou científica. Para tal, lêem e estudam o texto original, apreendem o seu sentido geral e, em seguida, procedem à sua tradução, procurando respeitar com a máxima fidelidade possível as ideias e o pensamento nele presentes e aplicando a terminologia mais correcta. Estes profissionais fazem também a tradução de legendas de filmes, de peças de teatro, de desenhos animados e de programas audiovisuais, para que estes possam ser sonorizados, dobrados ou legendados. Os tradutores que se dedicam à legendagem de audiovisuais são também designados de marcadores de legendas.

Os intérpretes transpõem um discurso oral emitido numa língua para outra língua e funcionam como elo de ligação entre pessoas que comunicam verbalmente entre si em idiomas diferentes. As principais modalidades de interpretação existentes são a interpretação de acompanhamento (escort, ad-hoc, de negócios), a interpretação de conferência (simultânea, consecutiva, murmurada) e a interpretação comunitária (Public Service Interpreting, diálogo/judiciária, sanitária, emigração).
Os intérpretes de conferência recorrem a dois métodos de trabalho distintos, consoante o tipo de reunião: a interpretação consecutiva e a interpretação simultânea. A interpretação consecutiva é o método mais adequado para as conversações que envolvem um número reduzido de idiomas e de participantes, tais como pequenas reuniões técnicas entre especialistas. Nestes casos, o intérprete de conferência encontra-se junto do orador, ouvindo a sua intervenção e tirando apontamentos durante 5 /15 minutos (não confundir com a interpretação sequencial, que é feita frase a frase e sem notas) em seguida, interpreta integralmente numa outra língua o discurso ocorrido, como se este fosse seu (isto é, na primeira pessoa do singular).

O modo simultâneo, por seu lado, é o método mais adequado para encontros que envolvem um largo número de participantes, garantindo a transposição quase imediata dos discursos orais. No modo simultâneo, a equipa de intérpretes instala-se em cabinas devidamente insonorizadas, ventiladas e com boa visibilidade para o local onde decorrem os trabalhos (existem sempre, pelo menos, dois intérpretes por cada cabina), junto de um microfone e com auscultadores, ouvem as intervenções faladas numa determinada língua, transmitindo-as noutras línguas, ao ritmo a que são proferidas, para os ouvintes na sala. A interpretação simultânea permite que os participantes num dado encontro multilíngue possam ouvir e falar a sua própria língua durante toda a reunião (v. http://www.aiic.net/ e http://www.europarl.europa.eu/multilingualism/interpretation_pt.htm).

Quer os tradutores quer os intérpretes necessitam de conhecer profundamente as línguas com as quais trabalham, principalmente a sua própria língua. Conhecer a cultura dos países onde essas línguas são faladas é também indispensável, nomeadamente no que se refere à sua actualidade política, económica e social. É-lhes exigido, ainda, o respeito pelo sentido, estilo e espírito do que traduzem ou interpretam. Os manuais técnicos, por exemplo, exigem ao tradutor o domínio aprofundado de termos e expressões técnicas, sob pena de induzir em erro quem os lê. A tradução de um poema requer um conhecimento profundo do seu autor, das respectivas obras e da sua cultura: a linguagem poética baseia-se muito em imagens e metáforas e o tradutor tem que saber reproduzi-las de forma perceptível e, simultaneamente, manter as suas características literárias.

Os intérpretes, por seu lado, devem ter uma certa espontaneidade de expressão, dado que a linguagem oral é, normalmente, mais informal que a escrita. Assim, é-lhes necessário conhecer expressões quotidianas e de gíria existentes nos idiomas que dominam e que grande parte das pessoas utiliza quando fala. Devem ter, ainda, uma grande capacidade de concentração e de memória, treino auditivo e rápida compreensão dos discursos orais, de forma a não perderem nenhuma informação: nas conferências, por exemplo, a maioria das pessoas não se lembra que as suas intervenções estão a ser interpretadas, falando muito rapidamente (sobretudo se estiverem a ler). Como agravante, os intérpretes nunca têm a hipótese de voltar a ouvir o que foi dito. É essencial, por isso, que também tenham excelentes faculdades de análise e de síntese, para que, preservando a continuidade e o sentido dos discursos orais, consigam manter o ritmo da intervenção, sem perder informação."